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Uma das principais perguntas que é constantemente feita a respeito do Extrato Pirolenhoso é quanto ao seu teor de alcatrão. Existe uma série de conceitos incorretos que foram repassados ao longo dos anos a respeito deste assunto e iremos abordá-los neste texto.

Mas primeiro, o que é o Alcatrão Vegetal?

O Alcatrão Vegetal, assim como o Extrato Pirolenhoso, é produzido durante o processo de pirólise (carbonização), no qual a madeira é aquecida em um forno com entradas controladas de ar. Os teores de oxigênio durante este processo devem ser mínimos, para que a madeira não queime e sim, seja carbonizada. Durante o processo de pirólise, a lignina, a celulose e a hemicelulose, que são os principais componentes da biomassa vegetal, são quebradas em diversas moléculas menores. Essas moléculas são liberadas na forma de fumaça. A fumaça é condensada, dando origem ao Extrato Pirolenhoso e ao Alcatrão Vegetal.

TEOR DE ALCATRÃO DO EXTRATO PIROLENHOSO?

Ou seja, o Alcatrão Vegetal, assim como o Extrato Pirolenhoso, não tem apenas uma molécula, mas sim uma mistura de moléculas orgânicas provenientes da fragmentação do tecido vegetal que compõem a madeira. Sendo que, o Extrato Pirolenhoso consiste na fração aquosa e o Alcatrão Vegetal na fração orgânica mais pesada. Por isso, durante o processo de decantação, que sucede a pirólise, o Alcatrão Vegetal é separado do Extrato Pirolenhoso, depositando-se no fundo do contêiner. 

Diversas moléculas que estão presentes no Extrato Pirolenhoso também são encontradas no Alcatrão Vegetal, dentre elas, compostos fenólicos, açúcares, ácidos orgânicos, ésteres, etc. Além desses compostos orgânicos de baixo peso molecular, no alcatrão também estão presentes moléculas com estruturas maiores. Essas moléculas de alto peso molecular, são semelhantes aos ácido húmicos e fúlvicos, que são ricos em carbono orgânico e muito benéficos para a fertilidade do solo.

Então, porque existe essa preocupação em relação ao teor de Alcatrão Vegetal? 

O problema está nos Hidrocarbonetos Policíclicos Aromáticos, também chamados de HPAs, que são carcinogênicos. Os HPAs são formados na queima incompleta de qualquer material orgânico, podendo estar presentes no escapamento do carro, nas chapas de carnes nas cozinhas e churrasqueiras. Essas substâncias fazem mal à saúde e por isso precisam ter seus níveis controlados.  A quantificação dos HPAs é normalmente realizada por análises laboratoriais utilizando a técnica de Cromatografia. 

Processos de produção com temperaturas  e condições controladas, seguidos de etapas de decantação, estabilização e filtração garante um Extrato Pirolenhoso com teores controlados de HPAs, conforme orientação da Embrapa. 

Também é muito importante salientarmos que não se confunda Alcatrão Vegetal com Alcatrão Mineral. Embora o nome seja semelhante, a composição química é completamente diferente.

Mas, é possível quantificar o Alcatrão Vegetal? 

Como foi mencionado anteriormente, o Alcatrão é na realidade uma mistura de compostos e não existe uma metodologia que permita sua quantificação completa. Apenas uma parte dos compostos presentes no Alcatrão Vegetal pode ser quantificada por técnicas como a cromatografia, devido a diversas limitações, que não entraremos em detalhes aqui.

A metodologia proposta pela antiga APAN que considera como teor de alcatrão a massa residual do processo de destilação do Extrato Pirolenhoso foi muito difundida, entretanto, está incorreta. Isso porque, durante o processo de destilação, o Extrato Pirolenhoso é submetido ao aquecimento. Com o aquecimento parte dos compostos que são voláteis, são separados, dando origem ao Extrato Pirolenhoso Destilado e a outra parte permanece no balão de destilação. O Extrato Pirolenhoso Destilado consiste em apenas uma fração do Extrato Pirolenhoso original. Grande parte das moléculas bioativas do Extrato Pirolenhoso original não estão presentes no destilado. Isso acontece, porque muitas dessas moléculas não são voláteis e várias outras sofrem reações durante o aquecimento. 

O aquecimento da destilação acelera e potencializa reações de polimerização e condensação entre os próprios compostos do Extrato Pirolenhoso, formando moléculas de alto peso molecular e de coloração escura. Por exemplo, durante este processo, vários compostos fenólicos reagem com aldeídos formando resinas. 

Desde que o Extrato Pirolenhoso tenha seus limites de HPAs controlados, a massa residual do balão de destilação não configura risco, nem deve ser utilizada como parâmetro de qualidade do extrato.

Então, para finalizar vamos recapitular:

  • A preocupação em relação ao Extrato Pirolenhoso deve ser em relação aos teores de HPAs que devem estar dentro dos limites adequados e não em relação ao “teor de alcatrão”.
  • Os HPAs são quantificados por análises laboratoriais de Cromatografia, conforme orientação da Embrapa.
  • O alcatrão não é apenas uma substância, mas uma mistura delas, e não existe uma metodologia capaz de quantificá-lo corretamente em sua plenitude. 
  • A metodologia que considera o “teor de alcatrão” igual ao resíduo da destilação está incorreta.

O Extrato Pirolenhoso do Brasil, EPB106

A Extrato Pirolenhoso do Brasil é a primeira empresa brasileira, com produção em grande escala e fornecimento de Extrato Pirolenhoso em todo o território nacional. Possui mais de 40 Biofábricas espalhadas pelo país e conta com uma equipe de Doutores, Mestres, Engenheiros e Técnicos Agrícolas. Além de oferecer capacitação para os agricultores e demais produtores associados ao Extrato Pirolenhoso do Brasil, marca registrada no INPI.

EPB106 BIOSCIENCES é 100% genuíno, possui o mais rigoroso controle de qualidade. Passa por um processo de estabilização de 6 meses e atende todas as recomendações da Embrapa e de Associações Internacionais. Os teores de HPAs são controlados e quantificados por análises laboratoriais.

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